Don’t Ask, Don’t Tell à brasileira

Estapafúrdias, preconceituosas, retrógradas. Adjetivos que se aplicam perfeitamente bem às palavras que tanto geraram polêmicas nesta última semana, ditas por um tal Raymundo Nonato na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Este Raymundo Nonato, que não se parece nada com aquele personagem de humor da televisão, na verdade é mais um personagem da nossa famigerada política nacional, tão contemplada com figuras cujas atitudes não têm graça nenhuma. Este Raymundo Nonato - que certamente não pode fazer piada com o salário baixo como fazia o personagem do Chico - é o General que caiu de paraquedas no Senado (ou chegou num tanque de guerra), para concorrer a uma vaga no Superior Tribunal Militar e soltou uma série de bombas como essas:

“Cada um tem que viver sua vida. Entretanto, a vida militar se reveste de determinadas características que podem não se ajustar ao comportamento desse tipo de indivíduo (o gay)”.

“O indivíduo (gay) não consegue comandar. A tropa fatalmente não vai obedecer. Isso está provado”

“Não é que o indivíduo (gay) seja criminoso, e sim o tipo de atividade. Se ele é assim, talvez haja outro ramo de atividade que ele possa desempenhar”.

No final, este senhor concluiu dizendo que gays podem ser aceitos no exército se, e somente se, mantiverem sua sexualidade em segredo. Com estas idéias ultrapassadas, Raymundo Nonato de Cerqueira Filho foi aprovado pela maioria dos senadores e agora só depende da votação do plenário para assumir um cargo no Tribunal Superior Militar. Animador, não?

O resultado destas declarações foi um grande rebuliço que repercutiu em todas as esferas da sociedade, com gritos contra e outros a favor, como em todas as discussões que se abrem em torno da homossexualidade. Sinal de que as coisas não mudaram muito nos últimos milênios. O fato de ser ou não ser gay continua sendo um bicho de sete cabeças que tantos por aí ainda insistem em combater. Como este senhor General, tão criticado pela OAB, pelas ONG’s, pelos membros da sociedade mais elitizada e esclarecida, mas que no final das contas não falou nada muito diferente daquilo do que a sociedade realmente pensa a respeito dos gays. Pelo menos - e isso não se pode negar - ele teve a coragem de não se esconder atrás de uma  camuflagem de hipocrisia, que serve de disfarce para a maioria das pessoas. Mesmo assim, foi extremamente infeliz.

E foi infeliz por ter opiniões equivocadas em relação aos gays. Se este senhor lesse este artigo ele saberia que meu primeiro namorado foi um militar. Ele saberia que além deste, eu tive mais um ou dois affairs com rapazes que usam esta farda tão divinizada. Ele saberia que eu tenho muitos amigos que servem às Forças Armadas e são assumidamente gays.

Há gays nas forças  armadas, sim. Há gays na política, nos esportes, nas empresas, nos templos religiosos, nas escolas, em qualquer lugar. Nós, gays, podemos fazer qualquer coisa pois, desculpem o pejorativo, nós pensamos com a cabeça de cima e não com a cabeça de baixo. Nossa sexualidade não influencia na nossa capacidade, no nosso caráter, na nossa força.

Se ele acha que todos os gays são efeminados e acordam cantarolando I Will Survive, engana-se. Se ele acha que todos os gays têm dotes artísticos, são cabeleireiros, estilistas e só se destacam quando ganham prêmios de fantasia de luxo em desfiles de carnaval, também engana-se. Este tipo de pensamento das forças armadas brasileiras só mostra que os militares, além de soldados de seu próprio exército, também engrossam um contingente teleguiado pela mídia manipuladora de uma sociedade retrógrada.

Lamento, General, mas você pode estar deixando de ganhar grandes heróis para o seu exército, pois você não tem idéia do que é ser gay  e ter que matar um leão por dia para viver com dignidade numa sociedade tão preconceituosa e machista.

OAB-RJ pode ter Comissão da Diversidade Sexual Contra a Homofobia

Querid@s!

Estou divulgando abaixo a mensagem que eu recebi hoje da queridíssima Desembargadora Maria Berenice Dias,  que eu tive o grande prazer de conhecer durante o lançamento do meu livro em Porto Alegre. É uma mensagem muito importante no que diz respeito à luta pelos direitos dos homossexuais no Brasil. E parabéns ao meu amigo Sérgio Carmargo pela iniciativa!

Leiam e ajudem a divulgar! É IMPORTANTE!

Queridos todos,
 
Foi um trabalho de  muitos meses e realizado a muitas mãos. O Sérgio Camargo e a Marília Arruda foram os grandes artífices desta proposta.
Assim, no próximo dia 4 será apreciado o pedido de criação da Comissão da Diversidade Sexual Contra a Homofobia da OAB-RJ.
Apesar das manifestações  favoráveis do novo presidente e da Margarida, presidente da Comissão dos Direitos Humanos, a aprovação depende da maioria simples dos votos dos conselheiros efetivos (são 100 ou quase isso).
Como  não estamos propondo a criação de uma comissão qualquer, pois o tema gera desconfianças, provoca discussões e dúvidas,  nada nesse assunto é simples e corriqueiro.
Por isso, seria importantíssimo que todos os que acreditam na necessidade desta comissão procurem falar com os conselheiros que conhecem (os nomes estão no site da OAB); passem esta solicitação às suas listas de contato ou coloquem o tema em discussão nos meios de comunicação.
É indispensável  buscar o apoio possível.
Conto com todos vocês.
Um beijo e o meu afeto

Berenice”
A lista a que ela se refere encontra-se aqui: http://ins.oab-rj.org.br/index.jsp?conteudo=32

Medo de amar

Sempre que há um debate sobre as dificuldades nos relacionamentos gays, as primeiras questões que vêm à tona estão sempre relacionadas à promiscuidade, ao preconceito, à incompatibilidade nas posições sexuais, à saída ou não do armário e mais um ou outro ponto já exaustivamente discutidos em revistas especializadas,sites, blogs e divãs. Muitos dos quais com ênfase ampliada por visões erradas que se tem da homossexualidade e da própria vida gay. No entanto, no meio destas rodas muito pouco se fala do medo que muitos gays têm de se entregar ao amor.

Reconheço que este seja um medo presente em qualquer ser humano, entretanto, percebo que entre os gays este tipo de sentimento se torna ainda mais acentuado.

Recente exemplo aconteceu com Marcos (nome fictício), um amigo meu que estava super-hiper-mega-empolgado com seu atual relacionamento, só faltava lançar coraçõezinhos pelo ar. Até que alguns dias atrás ele veio conversar comigo todo cabisbaixo e choroso, dizendo que tinha “feito uma grande besteira que poderia lançar o namoro dele por água abaixo”.

Essa besteira foi a seguinte: tinham os dois pombinhos acabado de passar uma noite maravilhosa de muito amor e sexo num motel quando, de repente, meu amigo desandou a chorar. Deu crise. Fez a louca mesmo. Disse para o namorado que estava chorando por medo de sofrer, porque estava amando demais e não queria se machucar caso eles viessem a se separar em breve. E por causa disso, achava melhor parar por ali.

Resultado disso: O medo de Marcos acabou sendo transferido para o namorado, que agora não sabe se mantém o namoro porque “está cansado de gente maluca na vida dele” e tem medo de que aquela choradeira sem motivos de Marcos se repita. Ou seja, por causa de uma crise de insegurança, Marcos conseguiu estragar uma relação que estava indo de vento em popa.

Já viram esse filme? Aposto que sim, tirando-se as devidas proporções (e maluquices).

Sei do histórico do meu amigo e do quanto ele sofreu no passado, e também sei que muitas vezes este tipo de insegurança nada mais é do que reflexo daqueles velhos fatores que citei lá no início e que acabam aprisionando as relações gays num ciclo vicioso de tentativas e erros.

É aí que faz-se necessário fazer uma pausa para reflexão e analisar o quanto se está privando de viver intensamente pelo simples medo de arriscar, por temer um futuro que sempre será incerto. Se o namoro vai dar certo ou não, só o tempo e as circunstâncias vão dizer. Mas enquanto isso, é necessário permitir-se, doar-se para receber em troca o mesmo grau de sentimento. Ou não. Impossível saber. Mas tampouco importa, não tem porque se preocupar com isso. O importante é viver o momento da forma mais proveitosa possível e ser feliz. Acho que isto serve para todos os aspectos desta vida.  Esse tal medo de amar não serve para nada, a não ser para tirar de nós os momentos maravilhosos que poderiam ser vividos caso ele não existisse.

Como o genial Charles Chaplin disse certa vez:

“A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.”

Convite: Baile da Fabianna Brazil

Olá amig@s do blog!

Aí vai o convite para o baile gay pré-carnaval mais antigo de Niterói, realizado há 19 anos pela minha amiga Fabianna Brazil, figura queridíssima que dispensa apresentações.

Aproveitando, deixo para vocês uma cena da participação dela na novela do SBT. Vale a pena assistir!

E não esqueçam de preparar suas fantasias, principalmente se você for drag, travesti ou transexual, pois nesta noite será eleita a Rainha Trans Niterói 2010. Divirtam-se! E usem camisinha ;)

O que há de errado com a Dimmy Kieer no BBB?

A drag Dimmy Kieer

Para começar, é assim que vou chamá-la, não vou conseguir chamar de Dicesar, visto que o conheço como Dimmy Kieer desde que eu me entendo como gay – e olha que não faz pouco tempo (!). Não sou fã de assistir TV (faço pouquíssimo) e muito menos BigBrother, mas náo dá para manter-me impassível quando há 3 homossexuais assumidérrimos dentro da casa, tanto é que, embora não tenha assistido ao programa ainda, andei lendo algumas matérias a respeito em alguns sites especializados em notícias do mundo gay. E foi em um deles – não me lembro se no Mix ou no A Capa – que eu me deparei com um comentário de um leitor que me fez escrever este post. Ele dizia algo do tipo: “os gays do BBB são caricatos e só vão prejudicar a nossa imagem diante da sociedade”. 

Aí eu me perguntei: Por quê????? O que há de errado com os gays do BBB? O fato de eles darem pinta? Que problema há nisso? 

Este tipo de pensamento vindo do próprio meio gay só faz aumentar ainda mais o preconceito contra nós. É um contrasenso imaginar que dentro do universo LGBT existam pessoas que só acham correto o padrão heteronormatizado, do homem machão e da mulher super feminina, e que qualquer um que fuja a este protótipo seja motivo de vergonha, uma aberração. 

É o que se vê quando nas salas de bate papo e nos sites de relacionamentos da net os usuários abertamente declaram estar procurando homens discretos, não-afeminados e fora do meio gay. Ou mesmo na “vida real” quando um amigo diz que fulano é bonitinho, gostosinho, mas não é para namorar porque é pintosa.  Há uma espécie de vergonha, de rejeição ao lado mais feminino. 

Existe machismo dentro do meio gay? Sim, existe. Existe homofobia dentro do meio gay? E como existe. E isto precisa ser combatido urgentemente. Não dá mais para fazer coro com uma sociedade discriminatória. Um exemplo que ilustra bem o que eu estou dizendo é esta enquete abaixo que eu fiz há algum tempo atrás aqui  no blog com tempo limite para votação indeterminado. 

 

Mesmo que os números se alterem ao longo dos meses (clique em View Results) , a opção “afeminado” sempre esteve em último lugar. É claro que gosto não se discute, mas em se tratando disso, eu penso que há muito mais do que simples preferência nesta estatística. Há muito de preconceito mesmo. O mesmo preconceito que faz os gays torcerem a boca para os participantes do BBB; o mesmo preconceito que faz um gay fazer piadinha contra os 100% passivos e as travestis; o mesmo preconceito que faz um gay virar a cara e fingir que não viu aquela amiga pintosa passar na rua para não ter que cumprimentar… 

Dicesar (Dimmy) dando pinta no BBB

Os gays do BBB são pintosas sim, mas são gays em evidência e isto é o que importa no momento. Claro que o interesse no Ibope contou muito para eles estarem ali, mas é bastante interessante que tenhamos homossexuais em horário nobre num programa tão famoso, pois isto traz visibilidade ao grupo. Se as pessoas se acostumarem com os participantes do programa, certamente vão olhar com outros olhos quando verem uma biba dando pinta por aí. Tudo é questão de costume, de hábito. Isso seria improvável e inadmissível há alguns anos atrás, hoje já está se tornando algo comum (ainda distante do ideal), mas assim vamos caminhando…

 

Os gays ”machões” precisam entender que a comunidade gay é diversificada, assim como é a própria humanidade em si.  As pintosas, as travestis, as passivas e as drag queens não estão num patamar inferior e são tão gays quanto eles. Entretanto, muito mais libertas de convenções tolas e sem hipocrisias. Conheço muito cara que dá uma de machão, mas por trás dá uma boa pinta e às vezes fazem coisas de deixar muita pintosa de cabelo em pé. 

No mais, hoje é domingo e talvez dê para eu finalmente assistir a este BBB. Só não vou votar quando as bibas estiverem no paredão, pois meu dinheirinho suado a Globo – nem emissora nenhuma – nunca vai ter…

Tô aqui!

Sim, eu sei que o Kikinho aqui anda sumido, mas vira e mexe minha vida tem uns momentos de ocupação intensa, o que eu acho muito bom, e tem sido bem complicado me envolver no mundo virtual. Por isso, perdoem-me visitantes do blog pelas minhas ausências tão extensas!

Bem, neste meio tempo que eu fiquei ausente escrevi uma crônica para a revista JUNIOR, esta aí que tem os bonitões do filme “Do Começo ao Fim” na capa. Foi uma viagenzinha literária de uma página só (pág. 96 da revista) que os editores da revista batizaram de Babel. Como a revista tem uma vendagem boa, alguns amigos de vários Estados já leram e me escreveram algumas impressões sobre o texto. Parece que o título escolhido pela revista veio bem a calhar, pois cada um teve uma percepção bem diferente da crônica. E esta magia da interpretação é sempre muito interessante, ainda mais para o autor.

E ainda descobri que existe uma comunidade (ainda bem pequena e tímida) do meu livro no Orkut. Eu nem sabia que existia! Ainda não faço parte da comuni, nem sei se seria legal participar porque isso poderia intimidar os comentários e é sempre válido ouvir todo tipo de crítica.

De qualquer forma, dêem uma força e participem: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=77981857

Beijos a tod@s!

Si hay amor

Vocês conhecem a cantora espanhola Tahis? Não???  Bem, eu também não até receber o link de um vídeo enviado pelo meu amigo Emanoel através do Orkut. Parece que é uma dessas cantoras prodígio descobertas em show de calouros, mas não me parece ser uma cantora conhecida (nem mesmo na Espanha) , pois não achei nenhuma outra informação sobre ela no Google além dessas que estou passando para vocês. De qualquer forma, vale dar uma olhada no vídeo fofo que a moça fez para a música “Si hay amor” , celebrando todas as formas de amor, com direito a casal lésbico e gay rolando na cama. A música não é exatamente boa, mas vale pela boa intenção…

Lições simples de um relacionamento aberto

Ainda me lembro bem da primeira vez em que ouvi falar de “relacionamento aberto”. Foi numa festa de confraternização de fim de ano, onde estavam presentes André e Eduardo, um casal de amigos gays que mantinham uma relação estável há mais de cinco anos. Depois de algumas rodadas de chopp, André me confidenciou em tom de segredo que andava saindo com outros caras. Diante da minha expressão de espanto ele sorriu e disse que não se tratava de traição, pois Eduardo sabia bem de todas as suas aventuras. Com a maior tranqüilidade do mundo, ele também me contou que Eduardo fazia o mesmo.

- Não temos nada a esconder um do outro – disse ele – Resolvemos abrir a nossa relação.

Fiquei transtornado e confuso, tentando digerir aquelas insólitas informações até que, no fim, André resolveu ser o mais claro possível e pacientemente me explicou que o casamento deles continuava como sempre havia sido, porém com um ingrediente a mais: a ambos era permitido ter relações com outros parceiros, contanto que fossem apenas sexuais e nunca emocionais.

Fiquei chocado. A primeira coisa que me veio à cabeça naquela hora foi julgá-los como sem-vergonhas, promíscuos, loucos e coisas afins. Como o ciumento inveterado que eu era naquela época não conseguia compreender de forma alguma como um casal se submetia a uma situação daquelas ao invés de simplesmente se separar. Não fazia sentido. Perguntei a André se eles faziam aquilo como uma forma desesperada de salvar a relação desgastada e André foi firme ao dizer que não. Segundo ele, a relação havia sido aberta justamente porque eles se amavam demais e por isso, queriam proporcionar um ao outro uma vida plena, liberta, sem a hipocrisia e as amarras muitas vezes frustrantes das relações comuns.

Aquilo me fez refletir. Ao longo dos anos, enquanto assistia namoros de amigos (e os meus também) se desmancharem em jogos de mentiras, traições e decepções, eu via que a relação de André e Eduardo continuava firme e inabalável. A partir daí, a quem antes eu chamava de loucos, passei a chamar de sábios. Deixei de lado meus julgamentos e preconceitos e entendi que a relação de André e Eduardo era uma verdadeira lição para muitos casais. Uma lição de compreensão dos sentimentos alheios, de sinceridade, de liberdade, de desprendimento e (por que não?) de amor.

É lógico que a liberdade tão apregoada por eles não era assim tão fácil e não era para qualquer um, pois era um exercício constante de administração dos ciúmes e do egoísmo e que precisava ser sempre renovado. Era algo como uma busca espiritual constante, quase como uma iluminação, porém absolutamente possível. Embora ninguém precise seguir exatamente o mesmo modelo complexo (ou seria fácil?) de relação de André e Eduardo, o ideal seria se todos aprendessem, pelo menos, aquilo que eu tive a grande oportunidade de aprender: que ciúmes demasiados não levam a nada e só servem para dificultar a relação, que o egoísmo não passa de apego às coisas passageiras, que um diálogo franco é essencial, que ninguém é dono de ninguém e que, acima de tudo, liberdade é fundamental.

Beijos a tod@s!

Kiko Riaze

Mudando…

Resolvi mudar algumas coisas no blog… Deu vontade, fiz e ponto. Às vezes tenho estes rompantes, estas necessidades de mudança brusca quando vejo que tudo está caindo na rotina. Mudei completamente o lay-out: do branquinho light para um dark mais impactante.  Coisa de geminiano.  Espero que gostem.

“Não, Tempo, não zombarás de minhas mudanças!

As pirâmides que novamente construíste

Não me parecem novas, nem estranhas;

Apenas as mesmas com novas vestimentas.”

William Shakespeare

Sou igual a você

IGUAL A VOCÊ

Igual a você, tenho amigos e família.

Tenho projetos, trabalho e planos.

Tenho fé, crenças e esperanças.

Tenho amor, tristeza e alegria, dúvidas, opinião e lembranças.

Tenho saudades, sonhos e desejos.

Tenho responsabilidades e direitos.

Igual a você, quero respeito.

Este é o texto que todos vocês verão a partir de hoje nos vídeos da campanha Igual a você, que foi lançado pela ONU hoje de manhã aqui no Rio de Janeiro e da qual eu tive o enorme prazer de participar. Ao todo serão 10 vídeos de 30 segundos com mensagens de combate ao estigma e ao preconceito contra gays, lésbicas, transexuais e travestis, prostitutas, usuários de drogas, negros, refugiados e pessoas convivendo com HIV que serão veiculados nas TV’s abertas, a cabo e na internet.

É uma bela iniciativa da Organização das Nações Unidas contra as violações de direitos humanos e desigualdades e uma grande oportunidade de sensibilização da sociedade brasileira para o respeito às diferenças. 

Eu fiquei realmente muito honrado de ter participado desta campanha, que representou mais uma doação sincera à causa na qual eu tenho estado inserido de corpo e alma. Infelizmente, vocês não me verão no vídeo do grupo dos gays, pois assim como os outros, ele foi editado ao máximo para caber em 30 segundos , mas futuramente vocês poderão me ver no making off dos depoimentos e nos materias gráficos da campanha.

Nesta foto aí do lado, eu sou o carinha sorridente que está bem em cima da letra “A” . Tá bom , dentre tantas poses feitas , eles publicaram justamente a foto em que eu estava rindo distraído e que certamente não foi das melhores, mas vaidades a parte, o único sentimento que  fica é o de felicidade e o de dever cumprido por ter feito parte de uma campanha tão importante.

Assista a alguns vídeos abaixo. Os outros estão disponíveis no mesmo canal do Youtube.

Criminalização da Homofobia: fraude na enquete do Senado e aprovação na Comissão de Assuntos Sociais

Quem está na minha lista de e-mails certamente recebeu na semana passada uma mensagem que eu transmiti com o link de uma enquete criada pelo site oficial do Senado Federal para saber a opinião pública brasileira sobre a criminalização da homofobia.

Neste mesmo e-mail eu alertei para o fato de estarmos perdendo por uma margem absurdamente alta e pedi para os amigos repassarem a informação adiante a fim de formarmos uma corrente de votações para mudar o quadro, que estava bem crítico para o nosso lado: eram milhares de votos contra nós. Algo assustador e até mesmo desanimador, pois deixava bem claro o tamanho do preconceito existente na nossa sociedade.

Pois bem, ontem, dia 09, a enquete foi subitamente tirada do ar. Motivo? A votação havia sido hackeada. Aberta no dia 04 de novembro, a enquete perguntava: “”Você é a favor da aprovação do Projeto de Lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?”. Nos primeiros 90 minutos de funcionamento foram contabilizados 250 mil votos, a maioria esmagadora de votos NÃO. Que coisa, né?

Não duvido nada que a fraude tenha sido operada por pessoas surtadas que gastam seu precioso tempo tentando, muitas vezes com êxito, embarreirar tudo que venha em benefício dos LGBT’s, que nada mais são do que os nossos direitos como cidadãos…

 Mas enfim, mesmo com este jogo sujo bem típico dos nossos adversários, conseguimos dar um passo a frente no que diz respeito à nossa luta.

 O Projeto de Lei 122/2006 que criminaliza atos discriminatórios contra homossexuais, deficientes físicos e idosos foi aprovado nesta terça-feira, dia 10, em uma comissão da Câmara dos Deputados. O polêmico projeto, como sabemos, encontra grande resistência dos setores da Câmara ligados aos evangélicos.

A proposta agora volta à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Caso aprovado, o projeto retornará à Câmara dos Deputados uma vez que foi modificado pelos senadores, mas provavelmente só deverá ser votado em 2010.

Enquanto isso, vamos fazendo nossa parte. Entrem no site do Senado e votem na enquete que já voltou ao ar e diga SIM ao projeto de lei que pune os crimes de ódio contra homossexuais.

Entre na página da Agência Senado:  http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

Baixe a barra de rolagem um pouquinho. Do lado direito da tela você encontrará a enquete.

Dê um clique a favor da cidadania LGBT!

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Relacionamentos gays duram menos, mas são mais autênticos

Existe uma idéia formada de que os relacionamentos gays duram menos tempo do que os relacionamentos heterossexuais. Embora existam muitos exemplos que poderiam servir para provar o contrário, no geral isso é verdade, sim. Mas nem sempre isso se dá pelo motivo que as pessoas associam que é a promiscuidade e a não disposição para assumir uma relação amorosa séria  e monogâmica.

casal gayHá um outro ponto que ninguém analisa, mas sobre o qual eu venho refletindo desde que um casal de amigos gays resolveu romper a relação há uns dias atrás: a autenticidade presente no diálogo de um casal gay.

Esse pensamento se consolidou quando vi uns amigos héteros do trabalho combinando de irem para a “casinha” depois do expediente. Para quem não sabe, “casinha” é um eufemismo criado pelos homens para o tão bem conhecido “puteiro”. Deste grupo, 90% dos rapazes eram casados e com filhos.

Sem eu perguntar nada, um deles veio falar comigo, dando a desculpa de que frequentava a “casinha”  porque realizava com a prostituta certas posições que a esposa talvez nunca aceitasse fazer. Em casa, a esposa só fazia o básico papai-mamãe. Fiquei pasmo quando ele me contou que a tal posição que a esposa  talvez nunca fizesse era um simples e básico 69.  Chocado, eu perguntei quanto tempo eles estavam juntos e me assutei pela segunda vez. Eles estavam juntos há 11 anos! Onze anos e não faziam nem um 69!

E tudo isso simplesmente porque não havia diálogo para expor as fantasias e desejos, por medo de ultrapassar a  linha demarcada pelas convenções heterossexuais da sociedade. Eles tinham um relacionamento duradouro, é verdade, mas era morno, mascarado, incompleto e não tão feliz. Essa é a grande diferença entre os relacionamentos héteros e  gays.

Os relacionamentos gays têm um diálogo mais aberto, mais franco e livre de preconceitos. A chamada liberdade gay não permite certas frustrações, pois já bastam as limitações do dia a dia. Os gays em sua maioria não têm medo de expor seus desejos, pois não estão presos à essas regras conjugais ultrapassadas.  O objetivo maior de um homossexual que mergulha numa relação é estar realizado sexualmente e afetivamente. Só uma coisa ou outra não sustenta por muito tempo um relacionamento gay.

Meus amigos chegaram a esta conclusão. Conversaram como adultos e terminaram o romance que não tinha completado nem 1 ano. Separaram-se civilizadamente e estão muito bem. Não fizeram isso para cair na promiscuidade como se imagina. Estão apenas curtindo um estado de liberdade que parece mais justo e mais sincero que o anterior. E mesmo que quisessem cair na gandaia, qual o problema? Estão solteiros, agora e podem fazer isso à vontade. Diferente do meu colega de trabalho heterossexual que vive um relacionamento estável e aparentemente perfeito para os padrões sociais, porém cheio de problemas, omissões e desejos não vivenciados.

Chegando a esta conclusão, eu me dei conta de que os relacionamentos gays normalmente duram pouco sim, mas é melhor uma separação prematura do que uma vida inteira de farsa, hipocrisia, mentiras e sexo ruim.

casal gay praia

Buda e Jesus vão à praia gay

Namastê.

Já pensou no que você faria se visse Buda ou Jesus desfilando no point gay da Praia de Ipanema ou em qualquer outra praia em pleno verão?

Não? Pois então comece a pensar. A coleção de lançamento da grife de underwear para o público gay masculino Piss & Vinegar promete causar bastante polêmica na próxima estação, principalmente entre os mais conservadores. É que o estilista Jason Shuterland resolveu usar as imagens de Jesus e Buda para inspirar a primeira campanha de sua nova marca.

Entrei no site oficial da grife para ver a famigerada coleção, mas a página ainda está em construção e, por enquanto,  não há fotos disponíveis das sungas. Entretanto, quem acessar o site vai dar de cara com essas fotos aí de baixo que por si só já são capazes de causar bastante furor.

É óbvio que há uma intenção clara de polemizar para divulgar a marca e que muita gente vai se sentir incomodada ou ofendida ao ver tais imagens. Mas vamos combinar…Não ia ser nada mau ver um Buda ou um Jesus saindo do mar num corpão bronzeado desses aí, não é verdade? 

Acho até que seria uma “benção”.

jbjp2

Nobody’s Innocent

Reead

Reead

Dêem só um olhada nos vídeos abaixo. Ambos são clipes de singles do primeiro álbum do Reead, um cantor (gato) de 27 anos, nascido na Argélia e criado em Londres e Paris. Fã assumido de Madonna e Linkin Park, Reead tem produzido um trabalho descolado, moderninho e bem…gay! nobody's innocent

No clipe da música Nobody’s Innocent, uma mulher bem vestida e aparentemente comportada, solta os cabelos, se livra dos óculos escuros, do lenço no pescoço e sai às ruas toda rebolativa à caça de…homens! A mona faminta ataca todos os bofes (lindos!) que encontra pelo caminho, até mesmo aqueles que estão acompanhados e não perdoa nem mesmo um casal de gays que está se beijando apaixonadamente na beira de um cais. No final do clipe ainda rola um beijo gay entre Reead e um modelo e um textinho bem sugestivo: ”Todo mundo tem um segredo. Viva cada noite como se fosse a última e foda-se o resto”… Bafo né? Vale a pena dar uma conferida:

Outro clipe bem polêmico é o da música Baby. Neste aqui um sarado desce do carro no bairro de Chinatown, em Paris e anda pelas ruas totalmente pelado carregando um som . Mais a frente ele se junta a outro bofe peladão que pega o som da mão dele e segue sozinho até encontrar um terceiro que vai caminhando pelo bairro até que, no final do clipe, resolve entrar do jeito que veio ao mundo numa igreja (!).

Se Reead é gay ou não, isso realmente eu não sei, tampouco importa, mas se sua carreira se firmar e continuar por estes rumos, muito em breve ele vai se tornar queridinho dos gays e não vai fazer nada feio diante das igualmente polêmicas Britney, Lady Gaga e a eterna professora Madonna.

Armário, política e religião…A sempre polêmica voz de Sérgio Viula

Se eu tivesse o hábito de ler as mensagens que me chegam na caixa de e-mail do Orkut, certamente já teria feito este post há algum tempo atrás.  Hoje, por acaso, percebi que a bendita caixa estava absurdamente cheia e resolvi acessá-la para fazer a limpeza, quando vi que havia uma mensagem do meu querido Sérgio Viula convidando-me para ler uma entrevista que ele concedeu ao site da revista A Capa há 2 meses atrás.  Apesar do atraso considerável, não pensei duas vezes antes de abrí-la. Qualquer entrevista concedida pelo Sérgio é garantia de polêmica e, acima de tudo, de grande aprendizado.  Parei o que estava fazendo e corri para ler. Para minha surpresa me deparei com uma entrevista elaborada pelo Márcio Retamero, que é pastor de uma igreja protestante inclusiva e  gay assumido. Ou seja, uma insólita entrevista entre um crente e um ateu, um pastor e um ex-pastor, ambos gays (!). 

BibliaViula, para quem ainda não sabe, é o ex-pastor que há alguns anos atrás deu uma entrevista bafônica para a Revista Época contando todos os podres do grupo evangélico MOSES que dizia curar homossexuais. Depois disso, Viula se desligou da igreja e se tornou ateu. Esta entrevista, inclusive, também está aqui no meu blog, caso queiram conferir.

Como o assunto homossexualidade X religião é sempre pertinente, e eu recebo muitos e-mails de leitores gays relacionados ao tema, resolvi transpor para cá alguns trechos interessantes da entrevista mais recente na qual, além de religião, Viula também fala da saída do armário e de política. Vale a pena conferir:

A Capa – Você foi um dos fundadores do MOSES [Movimento pela Sexualidade Sadia] que prega a conversão de homossexuais em heterossexuais. Como foi o processo até você entender que essa conversão é uma falácia?
Sérgio
– Diversas coisas aconteceram para que eu pudesse despertar do sono dogmático em que me encontrava. Primeiro, fui percebendo eu mesmo – a despeito de toda fé e dedicação – não experimentara nenhuma mudança real. Depois, passei a prestar atenção à vida das inúmeras pessoas que nos procuravam e passavam pelos aconselhamentos, retiros, orações etc. Nenhuma delas havia mudado de fato. Só sabiam sofrer com a tensão entre o que diziam os fundamentalistas cristãos e o que desejavam de coração. Várias pessoas se envolveram com pessoas que estavam no MOSES. Várias vezes presenciei confrontações entre a liderança do MOSES e gente que havia transado com amigos conhecidos no ministério. Além daqueles que transavam fora e traziam suas histórias aos prantos para as sessões de aconselhamento.

A Capa – Sair do armário é um duro processo! O título do seu blog é “Fora do Armário” diz muito sobre a sua atual condição existencial. Como foi esse processo de sair do armário para você e para a sua família?
Sérgio
- Foi duro. Fui perseguido por meus pais e irmãs, minha ex-mulher, incompreendido por “amigos” etc. Meus filhos foram surpreendentemente maduros, apesar de tão novos. Nunca deixaram de me amar e querer estar comigo. Deixei minha casa e tudo o que havia dentro dela nas mãos da minha ex-mulher por causa dos meus filhos. Comecei do tudo do zero de novo. Arrumei novo emprego, porque a escola na qual lecionava estava nas mãos de gente da igreja batista, e a convivência ficou insustentável. Nunca me arrependi de ter saído do armário. Fui em frente. Batalhei. E por isso progredi para um emprego melhor, consegui minha casa própria, conheci Emanuel (com quem estou casado hoje), passei a morar perto dos meus filhos (que estão com minha mãe atualmente), meus pais passaram a aceitar a realidade e se dão bem comigo e com Emanuel atualmente. Estou colhendo a tranquilidade que plantei no meio da maior tempestade que enfrentei na vida. Valeu a pena!

A Capa-  Pesando tudo isso, apesar das lutas internas e externas, valeu a pena? O que você diria para alguém que deseja muito sair do armário, mas ainda não encontrou forças para isso?
Sérgio - Sair do armário vale a pena! É muito melhor viver 100% na autenticidade com relação à sua homoafetividade do que “de dia ser Maria e de noite ser João”, como cantava o Chacrinha. A pessoa nem é realmente heterossexual e nem vive plenamente sua homossexualidade. Quando a gente é resolvido e assumido, a chantagem, a ameaça, as acusações indiretas e coisas semelhantes perdem totalmente o efeito. Você assume o controle de sua própria vida e desejo. Se tiver que mudar tudo para viver plenamente, mude! Eu mudei de emprego, de endereço, de amigos, mas ganhei qualidade de vida, tranquilidade e as condições necessárias para me realizar plenamente.

A Capa – O ateísmo que hoje você professa é fruto de um processo de entendimento acerca da religião, sua natureza e papel social ou reação emocional, portanto, reativa, a tudo o que você viveu na igreja evangélica? Como você de cristão passou a ateu?
Sérgio -
Tudo isso junto. Compreendi que – essencialmente falando – o cristianismo não está em posição melhor do que qualquer outra religião atual ou antiga. A religião egípcia, grega, cananita pode ser encarada até como superior em alguns aspectos. Qual é o fundamento seguro, ou seja, evidente e infalível que me garante que Deus existe, ou que a Bíblia é uma revelação divina, ou que o céu existe, ou que o inferno seja real? Como saber seguramente que Jesus e não Maomé ou Buda é o caminho, a verdade e a vida? Quem me garante que Jesus – se existiu de fato – não foi meramente um judeu, inconformado e ressentido com os dominadores da época, que acabou sendo mitificado por seus seguidores como ainda hoje acontece com aqueles que inspiram os desesperados. O próprio Inri Cristo que vive no sul do Brasil e alega ser a reencarnação de Cristo tem seus seguidores. Pode parecer uma comparação ridícula, mas só soa ridícula, porque a carga emocional que cerca a figura de Jesus hoje é muito forte. Imagine como seria visto o Inri Cristo daqui a algumas décadas ou séculos se pudesse contar com todos as forças políticas, sociais e econômicas que levaram Jesus a se tornar o messias de milhões pessoas do lado de cá do mundo. Haveria quem acendesse fogueiras em nome dele!
 
Emocionalmente falando, entender que não preciso dar contas a deus nenhum me liberou para ser eu mesmo e fazer de mim o melhor que eu possa. Se por um lado eu não tenho um fustigador celestial, por outro não tenho um onipotente provedor. Isso me libera para ser e fazer muito mais da vida! Deus não existe para cobrar, mas também não existe para dar nada. Não existe medo e nem esperança inútil. Restam a determinação em fazer da vida uma obra de arte e a ação prática na realização desta empreitada

A Capa – Religião e política tem andado de mãos dadas no nosso país. O Brasil assinou um acordo bilateral com o Vaticano nos últimos meses e só cresce o número de políticos evangélicos. Nossos espaços públicos são cheios de imagens e ícones do cristianismo. O Estado Laico ainda é um sonho? 
 Sérgio - O Brasil é uma piada em diversos sentidos. Somos constitucionalmente laicos, mas na prática o sacerdócio dá muito palpite na vida pública. Qualquer pessoa pode professar a religião que quiser. Ateus também deveriam ser mais claros em relação ao seu ateísmo. Existe um armário para os ateus também. Ateus precisam assumir tranquilamente suas ideias.  Isso faz diferença. Agora ninguém pode usar cargo político para favorecer grupos religiosos ou agremiações de qualquer espécie. Foi isso o que Édino Fonseca tentou fazer em 2004 e a Revista Época denunciou através da minha entrevista. Isso tem que acabar. Isso também é uma forma de corrupção. O Estado Secular de Direito é melhor, porque garante mais direitos para todos, inclusive para os religiosos. O dia em que uma religião tomar o poder, todas as outras estão perdidas. Vejam os exemplos históricos da Europa, do Oriente Médio e do Sul da Ásia.
 
A Capa – As eleições estão chegando e, pelo atual desenho eleitoral, teremos duas mulheres que, embora façam parte da esquerda, são evangélicas e concorrerão para importantes cargos no Executivo. Falo da senadora Marina Silva e da atual vereadora Heloísa Helena. Você votaria em evangélicos ainda que de esquerda?
Sérgio-
 Dificilmente. A maioria dos crentes faria qualquer coisa para preservar aquilo em que creem. Isso é perigoso. Por outro lado, o fato de alguém ser ateu não garante que será bom governante. É preciso ver as propostas e o passado político de cada candidato(a). O próprio Barack Obama que tantas expectativas alimentou vem sendo alvo da crítica do movimento homossexual americano por não estar realmente fazendo avançar a luta pela conquista de direitos civis em território americano. É muito difícil acreditar nos políticos. Os homossexuais já foram massa de manobra nas mãos dessa gente por tantas vezes que já não dá para apostar em nenhum deles.

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E para quem quiser conhecer o blog Fora do Armário do Sérgio Viula, clique aqui.