A suposta fidelidade lésbica

Esta semana eu estava percorrendo a coluna que o meu amigo Paulo Neto escreve para a Drops Magazine, quando me deparei com uma postagem a respeito do curta Lésbicas Fiéis, de Rick Mastro, que está em fase de pré-produção e que vai integrar o projeto Fucking Different São Paulo – um longa metragem que deverá estar no Festival Mix Brasil deste ano e provavelmente viajará o mundo em outros festivais.

Segundo a coluna do Paulo, que também está colaborando na produção, o curta fala sobre relacionamentos duradouros entre as mulheres e aborda, entre outras, as seguintes questões:

O que faz a monogamia ser tão mais vivida pelas mulheres que pelos homens?

Por quê os amores entre mulheres são tão mais exclusivos e longínquos?lesbian_kiss

Logicamente, essas perguntas me fizeram pensar a respeito. A principio eu concordei com as afirmativas embutidas nas perguntas sem pestanejar. Afinal, sabemos que as mulheres pensam mais com o coração, são mais românticas, etc…Por isso eu pensei: Sim, as mulheres são mais fieis. Sim, os relacionamentos lésbicos duram mais.

Mas parando um pouco para analisar – e tirando como exemplo algumas lésbicas que eu conheço –  eu comecei a refletir até que ponto isto é realmente verdadeiro e faz parte da Natureza feminina e até que ponto isto é apenas um reflexo cultural.

Estou dizendo isso porque, como estamos cansados de saber, o mundo é machista. Em muitas sociedades, as mulheres ainda são educadas unicamente para servir aos homens, para casar, terem filhos e serem donas-de-casa. Nas relações, os homens que traem são garanhões, as mulheres que traem são vagabundas. Então às vezes eu penso que muitas mulheres não traem por medo de agressão do marido, por medo do que a sociedade vai pensar delas, por causa dos filhos, da família, etc, etc e não apenas por fidelidade.  Concordam?

Com as lésbicas, essa coisa de estar sempre preparada para casar não poderia ser diferente, afinal, elas também são mulheres acima de tudo e são criadas como tal, com todas as regras convencionais da nossa sociedade machista. E talvez por isso seus relacionamentos sejam mais duradouros.

Além disso ainda há o impulso sexual que entre as mulheres não é tão intenso quanto nos homens. O desejo sexual masculino se estimula mais pelos órgãos dos sentidos do que pelos sentimentos, como é o caso das mulheres. Para a sexualidade masculina é muito importante a visão, o tato, olfato. Talvez por causa da necessidade desses estímulos, o homem sente mais cobiça sexual que as mulheres, portanto, buscam mais novidades sexuais.

Está bem, muitos vão dizer que eu estou sendo machista (logo eu!) e estou viajando numa justificativa para a fidelidade feminina, a fim de defender os homens e suas puladas de cerca.

Pode até ser, mas o fato é que eu já conheci muitas lésbicas e posso dizer que elas não são assim, tão fiéis não!

É verdade que os relacionamentos delas normalmente são mais duradouros do que os relacionamentos gays, mas elas também traem, e muito. Já ouvi histórias de traições de lésbicas que deixariam muito gay de queixo caído. Também já conheci muitas lésbicas fervidas que não queriam nada além de curtição.

Por outro lado, eu conheço muitos casais gays que estão juntos há muito tempo e afirmam nunca terem traído. E outros tantos amigos gays que estão loucos para conhecer alguém para casar.

Óbvio, que cada caso é um caso, não dá pra generalizar… De qualquer forma, ficam aí as questões.

7 Comentários

  1. Deixe-me inaugurar essa seção mais uma vez.
    Até pouco tempo, essa máxima da fidelidade lésbica era uma realidade. No entanto, por meio de minha práxis de convivêcia, essa realidade tem mudado por vários motivos. Um deles, que posso elencar, tem a ver com a busca da mulher – a lésbica também é uma mulher – de equiparar-se socio-cultura e economicamente ao homem.
    Essa tentativa de equiparação, não raro, tenta alcançar os diversos patamares reconhecidamente masculinos. Então, invariavelmente, a mulher tenta, nesse embate de titãs, igualar-se ao homens em características própias do comportamento masculino: o ímpeto para a tráição. Nos moldes erigidos pelos os homens, as “mulheres” de hoje tentam, seja ingenuamente ou voluntariamente, imitar os “valores’ atribuídos aos homens.
    Nesse caminho, elas enveredam pela via menos diletante, orientando-se pela característica menos louvável e se aproximando do que mais se repudia no esteriótipo masculino: a infidelidade.

  2. Legal Kiko, estive me pegando essa semana, numa reunião de amigos 4 gays e 3 mulheres heteros, que eu não tenho nenhuma amiga lésbica!

    Mas enfim o meu comentário sobre o post é quando vc se decide a casar, que vc encontra “o amor da sua vida” e é rapidamente trocado pelo novo amor da vida dele… daí vc chuta o pau da barraca e cai no mundo (ou não), e por isso vc é o gay putão, que não quer nada sério, que só pensa em sexo… oi?!? Eu tenho um histórico, me decepcionei com casamento, quero que o dia 12 próximo seja instinto (aquele bem amargo neh?!)…

    E sabe o que é pior ainda??? Vc descobrir que a pessoa que vc queria casar e agora está casada descobriu que a última coisa que queria fazer era estar casada (se fu…)

    As poucas “tuxinhas” que eu conheço são todas pervas, e eu apoio… até que o meu Edward apareça vou causar mesmo.

    ps.: Edward é o príncipe de “Encantada” da Disney.
    Bjs

  3. Fidelidade, lealdade hoje conheço e sem diferenciar as duas e posso dizer quem em minhas concepções as mulheres são mais leais que fiéis o que falta aos gays masculinos.

  4. Obrigado pela visita… volte sempre.

    e quanto ao seu post, muito bem escrito, parabéns.

    bj pra ti.
    ;)

  5. A alta fidelidade lésbica não é mito, pelo menos em Brasília. veja:
    http://paroutudo.com/estruturacao/2009/06/09/pesquisa-inedita-les-bis/

    • Opa! Legal Welton. Obrigado pelo material. Vale a pena dar uma lida.

  6. Acho que lesbica trai pra caramba, elas não são como as mulheres heterossexuais. elas tem uma cabeça diferente e mais masculina. elas não tem estas neuras, mas acho que tem maior capacidade de perdoar a traição da parceira.


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